Saiba avaliar a hora certa de revisar o motor

03/07/2018|Contagem Motor Peças

O motor é o coração do veículo, e compreender o seu funcionamento, bem como a hora de fazer a revisão, é fundamental para garantir maior vida útil ao automóvel. Estar ciente da função de cada peça e do tempo de desgaste dos componentes evita custos desnecessários com as oficinas. Ao mesmo tempo, que contribui para a segurança do motorista e dos passageiros.

Os principais problemas que afetam o motor dos carros relacionam-se à falta de manutenção, ao uso de óleo e/ou combustível de baixa qualidade, às peças defeituosas. Além de superaquecimento, não cumprimento das recomendações do fabricante e às falhas de design da montadora.

Filtros e óleo

Filtros de Motor

Um automóvel tem 3 filtros: de óleo, de ar e de combustível. O filtro de óleo e de ar ficam no próprio motor já o de combustível próximo ao depósito de gasolina. Todos têm a função de barrar impurezas e, consequentemente, garantir maior eficiência do sistema e otimizar o uso do combustível.

Quando os 3 filtros estão sujos ou entupidos, partículas indesejadas na peça ou mesmo óleo velho podem entrar no sistema. Prejudicando a eficiência e até mesmo causando problemas, como aumento da fricção entre a peças, maior consumo, perda de potência e superaquecimento.

O filtro de ar, especificamente, é um componente relativamente barato. Ele pode ser facilmente trocado pelo motorista a cada 10 mil quilômetros (em média). Já o filtro de óleo e o de combustível pode ser substituído entre 10 mil e 15 mil quilômetros. Deve-se conferir a recomendação para o seu veículo no manual do proprietário.

A viscosidade do óleo do motor é responsável por diminuir o atrito entre as peças. Consequentemente, reduzir o desgaste e a temperatura do motor. Há dois prazos de validade para efetuar a troca, o de tempo e o de rodagem. Mas na maioria dos casos recomenda-se substituição a cada 6 meses ou a cada 5 a 10 mil quilômetros – dependendo do tipo e da qualidade do óleo.

Existem 3 tipos: os sintéticos, os minerais e os semissintéticos. Cada um tem características químicas distintas e variação no preço de mercado. Mas o motorista deve seguir a orientação do manual para escolher o óleo do seu carro e não deve realizar mistura entre eles. Se quiser fazer a checagem do nível do óleo, utilize a vareta de verificação apenas quando o motor estiver frio.

Outros componentes do motor

Bico Injetor

Bico Injetor

O bico injetor não deve ser uma preocupação antes dos 30 mil quilômetros, uma vez que o filtro de combustível segura mais de 90% das impurezas. Aos automóveis que ficam muito tempo no congestionamento ou trafegam com frequência por estradas de terra devem ter mais atenção. Caso contrário a maioria dos veículos não apresenta manutenção nos bicos antes de 30 ou até mesmo 50 mil.

Correia Dentada

Correia Dentada

A correia dentada também não demanda tanta atenção, devendo ser substituída apenas entre os 96 mil e os 168 mil quilômetros (de acordo com o modelo do automóvel), caso não apresente problemas como rachaduras ou ressecamento.

O sistema de arrefecimento é responsável por manter a temperatura do motor estável. Além de evitar pane por superaquecimento – resultante da combustão no cilindro. Além disso, ele contribui para a eficiência energética e reduz as emissões de gases danosos ao meio ambiente. O nível do fluido de arrefecimento pode ser conferido com frequência pelo próprio usuário. Sua substituição deve ocorrer conforme a periodicidade pré-estabelecida pelo fabricante do veículo.

As velas de motores a gasolina costumam durar de 20 a 40 mil quilômetros e as de motor a diesel entre 70 mil e 200 mil quilômetros. Como a variação é grande dependendo do modelo, aconselha-se consultar o manual.

Vela de Ignição

Vela de Ignição

Vela Aquecedora

Vela Aquecedora

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A lavagem do motor, apesar de disponibilizada em diversos estabelecimentos, não é uma prática aconselhada. Atualmente os motores são praticamente fechados, e a lavagem só é cogitada em casos de excesso de lama ou de areia. Ela deve ser realizada em oficina especializada. E por fim, quando há riscos de alagamento, não é recomendável utilizar o veículo, uma vez que se entrar água no motor, ele para de funcionar.

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