Bomba de Óleo

A bomba de óleo é o componente responsável pela lubrificação forçada do motor do veículo.

Esse processo acontece quando o óleo do cárter é retirado e enviado pela galeria principal de lubrificação. Quem executa todo o envio é a bomba de óleo. O óleo é enviado para várias partes do motor, que passam a ser lubrificadas constantemente.

Para fazer o deslocamento do óleo, a bomba faz uso da rotação de engrenagens ou rotores internos. A rotação é produzida pelo giro do próprio motor. Nesse sentido, percebemos que a bomba de óleo precisa do próprio motor para funcionar e vice-versa.

MANUTENÇÃO

Funcionando em parceria com o motor, a bomba de óleo, responsável pela lubrificação forçada de várias peças, é um componente fundamental para o funcionamento do veículo. Por isso, condutores e reparadores devem ficar atentos às peças do sistema de lubrificação. Manutenção preventiva e troca adequada de óleo, conforme recomendação da montadora, podem preservar a vida do motor e da bomba de óleo e dos componentes de lubrificação.

Componente do motor que retira o óleo do cárter e o envia para lubrificar diversas partes do motor, a bomba de óleo é um item que requer atenção especial dos motoristas na manutenção. Não há uma quilometragem média que indica o momento de trocar a bomba de óleo, por isso, o condutor deve ficar atento aos sinais de luz de óleo piscando de maneira intermitente, principalmente, em marcha lenta e com o motor quente. Os sintomas podem ser indicativos de desgaste nas partes móveis do motor, como por exemplo, bronzinas de biela, mancal ou buchas. Quando isso ocorre, o melhor diagnóstico é testar a pressão da bomba isolada do motor. Desta forma, o reparador pode fazer um diagnóstico preciso da causa.

CUIDADOS

Duas situações um tanto comuns preocupam alguns motoristas quando o assunto é a bomba de óleo. Confira o que deve ser feito em cada situação.

Óleo não está sendo puxado pela bomba. A primeira verificação deve ser feita por meio de um teste manual: você pode utilizar uma bacia com óleo, imergir o pescador, acionar o eixo da bomba e observar como o óleo está sendo expelido.

É um método recomendável para observação de falhas em bombas novas. Pode identificar falhas ou obstruções no pescador. Ocorre quando a bomba após ser desmontada, perde o ajuste entre corpo e tampa, gerando entrada de ar. Também pode ser causada por um desmonte da válvula ou ainda pela falta de componentes internos quando a bomba é remontada.

Uma segunda possibilidade para o caso de o óleo não estar sendo puxado, pode ser a montagem da bomba no motor. Nesse sentido, torna-se necessário observar se não houve puxamento do óleo ou se as condições do motor e a técnica utilizadas na montagem impediram esse processo. Para confirmar uma das hipóteses, você deve observar:

  • Se bomba foi lavada com querosene e, após totalmente seca, montada. Se a resposta for sim, fique sabendo que a maneira certa seria carregá-la com óleo limpo antes da montagem.
  • Confirmar se há vão suficiente entre o pescador e o fundo do cárter ou se está apresentando algum tipo de amassado neste último.
  • Verificar como foi feito o ajuste da bomba ao bloco. O correto é usar a junta que vem no jogo de juntas do motor. Jamais deve ser utilizado cola ou vedante para juntas.
  • Checar o estado da galeria principal de lubrificação do motor.

Não há pressão por parte da bomba. É importante alertar que bomba pode ser a responsável pela queda ou ausência de pressão do óleo, mas também existem outras causas para esse tipo de problema. De qualquer forma, algumas possibilidades podem estar causando esse problema na bomba:

  • Baixo nível de óleo no cárter;
  • Tubo de retorno e/ou tela entupidos por conta do excesso de contaminação e/ou depósitos;
  • Óleo do motor muito denso ou viscoso para ser sugado pela bomba de óleo;
  • Filtro de óleo excessivamente restrito;
  • Válvula reguladora de pressão parada na posição aberta.
  • Vazamento no bico injetor ou uma falsa entrada de ar, com contaminação do motor.

Para evitar conclusões precipitadas, procure sempre um especialista.

PROBLEMAS COMUNS

Inicialmente, precisamos entender que o óleo lubrificante é enviado por conta do esforço do motor, que força a passagem do óleo pelas folgas internas da bomba. Apenas por conta desse processo, já observamos um esforço radial nas engrenagens internas porque o óleo empurra as engrenagens contra seus eixos. Se estas últimas não fossem tratadas termicamente, elas “abririam o bico” rapidamente.

Por conta dessa compressão, temos alguns prejuízos:

  • O afinamento dos dentes das engrenagens e o crescimento da carcaça ou corpo da bomba. Assim, abre-se ainda mais a folga entre o topo das engrenagens e a tampa cria o vão;
  • Diminuição do embolo da válvula de alívio, que acaba não permitindo a vedação correta do óleo;

E em meio a esses desgastes, a válvula de alívio é quem mais sofre, ficando fraca e cansada. Em alguns casos, pode abrir antes da hora por conta de uma contrapressão do motor.

SOLUÇÃO DE PROBLEMAS

Esses processos acontecem simultaneamente e, quando observados, deve-se analisar a possibilidade de troca da bomba de óleo. Quem sinaliza por completo a chegada desse momento é a bronzina. Se houver o desgaste dessa peça, fique atento.

E mais alerta você deve ficar com alguns mecânicos que, ao perceberem a necessidade da troca, tentam apresentar a alternativa do “jeitinho”. Não há maneiras de economizar ou criar um prolongamento da vida útil de determinados componentes automotivos. A melhor decisão sempre é aquela que garante um produto confiável. Claro, que com um preço justo e adequado para a realidade do cidadão. Além disso, temos tecnologia avançada para que justamente possamos utilizar bem e, no período recomendado, os componentes do nosso veículo. Portanto, não procure dar jeitinhos quando a sua bomba de óleo apresentar sinais de desgaste.

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