Sensor de Temperatura

“Informar a temperatura do motor”. Esse é o pensamento que passa pela cabeça de muitos profissionais da reparação automotiva. Muito além do que informar a temperatura do Fluído de Arrefecimento no painel do veículo, o Sensor de Temperatura (CTS – Coolant Temperature Sensor) fornece para a ECU uma informação fundamental para a mesma executar diversas estratégias de funcionamento do motor. Em geral, localiza-se no cabeçote, a parte mais quente motor. Com sua ponta resistiva em contato com o fluído de arrefecimento, o sensor reage às alterações de temperatura do fluído variando sua resistência, logo a tensão de saída para ECU também varia.

Simples, o circuito é composto basicamente de dois resistores ligados em série, onde um encontra-se alojado dentro da ECU e possui valor de resistência fixa, o outro é o próprio sensor, que neste caso é variável. Vale ressaltar que o sensor de temperatura é um Termistor do tipo NTC – Negative Temperature Coeficient. O circuito então, é um divisor de tensão, no qual a ECU enviará um sinal de referência de 5volts, e irá mensurar através do resistor fixo – ao invés de diretamente no sensor – a diferença de tensão entre as duas resistências. O valor retornado a ECU deve estar entre 0 e 5volts, nunca nos extremos, o que representaria alguma anomalia, logo um código de falha na ECU.

Quando o fluído de arrefecimento está frio a resistência do sensor aumenta, com o funcionamento do motor essa temperatura sobe consideravelmente, logo a resistência do sensor irá decrescer. No entanto, em termos de valores esse fenômeno não é proporcional, ou seja, se a temperatura caí pela metade, não quer dizer que a resistência do sensor irá aumentar na mesma proporção.
A pinagem do CTS é geralmente duas, um deles é o sinal de saída do sensor para ECU e o outro é o aterramento do sensor, que na maioria dos casos é feito na própria ECU. A casos em que o sensor possui aterramento na própria carcaça, contando então com apenas um fio.

MANUTENÇÃO

O sensor de temperatura deve ser checado a cada 30 mil quilômetros. Esse é um período base, que pode variar de acordo com o modelo de cada carro. Leia o manual do veículo ou consulte uma autorizada para saber qual é o período ideal para fazer a manutenção do sensor de temperatura.

Vale ressaltar que, caso perceba que a peça está executando o funcionamento de maneira inadequada, leve o seu carro a um mecânico de confiança para que ele possa fazer uma checagem mais detalhada e lhe passar informações precisas de como ela está.

CUIDADOS

Quando o sensor de temperatura do motor não faz as medidas corretas, o motorista percebe o veículo muito acelerado, afogamento constante, com dificuldade para pegar, problemas para identificar o combustível – em carros flex -, consumo alto e baixo desempenho. Percebendo esses sintomas, procure um especialista para verificar o seu sensor.

PROBLEMAS COMUNS

A falta da informação do CTS (CTS – Coolant Temperature Sensor – Sensor de Temperatura) não chega a impedir o motor de funcionar, pois a ECU quando detecta a falta da mesma passa a utilizar outro mapeamento, estabelecendo um valor para a temperatura. Contudo, o tempo de injeção e o controle de Nox – Óxido de Nitrogênio – emitido pelo motor ficaram comprometidos, consequentemente o funcionamento do motor não será o mesmo, passará a consumir mais e sem boa performance.

A tensão de saída do CTS sempre será entre 0 e 5volts, a ECU gravará um código de falha sempre que o sensor enviar um dos valores extremos, porém, caso o sensor esteja defeituoso a ECU receberá sinais incorretos durante todo o funcionamento do motor sem que algum código de falha seja registrado, causando perca de eficiência e em alguns casos sobreaquecimento.

SOLUÇÃO DE PROBLEMAS

É extremamente importante que o sensor de temperatura do motor funcione com precisão. Por isso é recomendado que você troque a peça sempre que apresentar defeito. Além, disso, a reparação do componente poderia causar ainda mais problemas, é um equipamento muito sensível.

 

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