Vela de Ignição

O seu papel é simples, mas muito importante. É ela quem fornece a centelha, também chamada de faísca elétrica, que é responsável por dar a partida no motor. Isso, é claro, em motores a combustão, não elétricos.

Por essa razão, problemas na ignição podem estar diretamente relacionados à vela. Ela precisa estar em boas condições, pois assim ajuda não apenas no desempenho do motor do veículo, como também pode influenciar no consumo de combustível.

Nos automóveis, a vela de ignição é conectada à cabeça do cilindro do motor de combustão interna. Calcula-se que a vela de ignição ganhe até 30 volts da bobina por meio do rotor do distribuidor. Assim, “salta” dela uma centelha na câmara de combustão e ocorre uma explosão controlada entre a gasolina e o ar. O pistão do veículo se afasta e o carro está pronto para pegar a estrada.

É mesmo muito difícil citar todos os tipos de velas de ignição, pois cada fabricante pode apresentar um produto diferente e dar a ele um nome que acaba se popularizando não apenas comercialmente. Entre os tipos, você vai encontrar a vela de ignição convencional, que é utilizada por motores com carburador, por exemplo. Já veículos com injeção eletrônica podem usar as chamadas velas resistivas.

Entre as velas especiais, há a chamada vela de competição. Como o nome indica, é uma peça própria para motores com exigência de alto desempenho, como é próprio de corridas.

MANUTENÇÃO

As velas de ignição possuem um prazo de validade que deve ser respeitado. Mas será que o proprietário do veículo deve trocar a vela de ignição depois de determinado tempo ou quilometragem? A resposta correta varia de acordo com o modelo do carro.

O importante é você ter sempre em mãos o manual do proprietário. No documento, estão todas as informações sobre o funcionamento do veículo e a manutenção desta peça. Alguns manuais determinam que a vela de ignição seja trocada quando o carro chega a determinada quilometragem.

Mas muita atenção: se você utiliza o carro com muita frequência, alguns manuais recomendam reduzir o tempo de substituição. Por exemplo, imagine que você utilize o carro para ir ao trabalho de segunda a sexta-feira. Quando você fica preso em um engarrafamento, o motor permanece ligado. E os engarrafamentos em podem durar muito tempo. Mesmo que o carro não esteja em movimento, a vela de ignição do veículo continua em funcionamento. Em outras palavras, o carro não tem acréscimo de quilometragem, mas as velas estão se desgastando.

Agora imagine que o manual do proprietário recomende que a vela de ignição deva ser trocada após 20 mil quilômetros. Se você usa o carro com grande frequência, é melhor substituir a vela de ignição em 10 mil ou 15 mil quilômetros rodados.

A vela de ignição é uma das peças do motor que mais precisa de atenção por parte dos motoristas. É muito importante saber identificar os sinais que o carro dá. Isso ajuda a identificar quando a vela de ignição não está funcionando como deveria.

Veja algumas questões importantes a fazer nesse diagnóstico:

  • O seu carro parece que perde cada vez mais a potência?
  • Houve queda rendimento do motor?
  • Você tem a impressão que a gasolina dura cada vez menos?
  • Além disso, notou que o escapamento do veículo está emitindo poluentes em altos níveis?

CUIDADOS

A substituição da vela de ignição não é uma tarefa complicada, ou seja, é possível o motorista fazer o serviço em casa. Mas são necessários cuidados para não sofrer acidentes ou causar danos ao veículo.

Nunca troque a vela com o motor do veículo ligado, por exemplo. Você poderá se machucar bastante. Aliás, espere o motor esfriar para fazer a substituição da vela de ignição.

Também tome todo o cuidado possível para não estragar as roscas que fazem parte do bloco do motor.

Aqui vale a regra: o barato pode sair muito caro. Então, tome cuidado e reflita bem antes de fazer uma substituição você mesmo.

PROBLEMAS COMUNS

  • Desgaste da vela: Como está constantemente em funcionamento, o desgaste dela é inevitável. A cada faísca, a vela sofre um pequeno desgaste nos eletrodos, aumentando a distância entre os mesmos e exigindo uma maior tensão de trabalho em todo o sistema de ignição. A consequência disso é uma deterioração do próprio componente, além de cabos e bobinas. Em outras palavras, a vela de ignição pode causar problemas também em bobinas e cabos.
  • Flash over: É um defeito muito comum. O flash over acontece quando uma corrente elétrica atravessa a vela de ignição na parte externa. O que acontece é que as velas e cabos acabam sendo danificados e precisam urgentemente de substituição. Mas é possível evitar o flash over? Sim, é possível. É recomendável realizar a manutenção preventiva das velas e do cabo de ignição. Esta é a forma mais simples, segura e econômica de manter o motor do veículo e seus componentes em bom estado de conservação e o automóvel em pleno funcionamento. A manutenção preventiva não deve ser aplicada somente no sistema de ignição do veículo. Realize revisões periódicas em todo o veículo para assegurar a segurança e o melhor desempenho.
  • Superaquecimento: Outro problema decorrente do desgaste da vela de ignição é o sobrecarregamento das funções das bobinas. Isso pode levar ao superaquecimento da vela de ignição. O problema é causado quando o eletrodo central sofre um derretimento parcial. Mas o que pode causar isso? Inúmeros motivos, como válvulas com efeito, celas que foram instaladas de forma errada ou excesso de sujeira dentro da câmara de combustão. Pode ocorrer também a corrosão dos eletrodos por causa do uso de combustível adulterado. Mas não basta usar apenas uma vez o combustível “batizado” para que seja necessário trocar a vela de ignição. O problema é quando você faz uso dessa gasolina de má qualidade por mais tempo. A dica é sempre abastecer em postos de confiança. Se você abasteceu o carro e o mesmo apresentou problemas, é possível que a gasolina tenha sido adulterada.
  • Carbonização seca: Outro problema que aflige os motoristas é a carbonização seca. Ela ocorre quando uma fuligem seca e negra se entranha na cabeça da vela de ignição. Podemos citar como fatores que podem causar a carbonização seca: utilização de combustível adulterado, sujeira no filtro de ar, injeção e carburador regulados de forma errada.
  • Carbonização oleosa: Também pode ocorrer a carbonização oleosa. Os efeitos são os mesmos da carbonização seca. A única diferença é que os eletrodos ficam sujos de uma substância negra que também é oleosa. Mecânicos consideram que a carbonização oleosa é mais danosa para o carro porque afeta o cabeçote do motor. Nesse caso, será preciso fazer um serviço de retífica.
  • Resíduo de chumbo: Por fim, outro problema comum é o resíduo de chumbo. A acumulação de manchas da cor amarela ao redor do isolador cerâmico é uma consequência direta da utilização de combustíveis adulterados. O chumbo é uma substância que tem a capacidade de ser um condutor elétrico no momento em que é aquecido na câmara de combustão. E a consequência é diminuir a vida útil da vela de ignição porque gera falha na faísca. Isso acontece principalmente ao trafegar em altas velocidades. O problema é que o chumbo não pode apenas ser limpo, porque ele fica “grudado” na vela de ignição. Nesse caso, a solução é substituí-la por uma nova.

SOLUÇÃO DE PROBLEMAS

Para ter um diagnóstico correto do problema na vela de ignição, recomendamos que consulte mecânico especializado.

Se for necessário trocar a vela de ignição, o mecânico realizará o serviço de forma segura e eficiente.

 

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