Saiba a importância de calcular o custo do KM rodado de um caminhão

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Um dia a dia atarefado, com longas jornadas de trabalho e desafios inesperados. Essa é a realidade da maioria dos caminhoneiros. Normal é que quase não sobre tempo para lidar com a administração de seu próprio bolso, não é mesmo?

Porém, fazer um esforço para evitar desperdícios e tornar suas operações mais ágeis e úteis pode ajudar a trazer rentabilidade ao longo do mês.

E, entre algumas posturas conscientes importantes, está o cálculo do quilometro (Km) rodado de seu veículo que, apesar de muito conhecido, passa a ser ignorado, na maioria das vezes, pelos usuários de caminhões.

Caso você se identifique com isso e precisa diminuir gastos e prejuízos, continue lendo o texto.

Benefícios do cálculo do Km rodado

Não é novidade que ser um (a) profissional organizado (a) traz bastantes benefícios, e entre eles, um melhor Planejamento Financeiro. Para caminhoneiros e frotistas, então, estar com as despesas de operação e noções de ganho na ponta do lápis se faz essencial. E não considerar os gastos totais por Km rodado pode, portanto, trazer muitas dificuldades financeiras.

Ao somar todas as variáveis de gastos, você tem uma noção mais clara sobre suas despesas, bem como passa a conhecer os grandes vilões da sua lucratividade. Um exemplo claro disso é perceber que seu veículo está gerando despesas excessivas com manutenção ou consumo de combustível, enquanto já poderia ter sido trocado e rendido uma grande economia no fim das contas.

É preciso ter em mente que, entendendo melhor suas despesas, você pode melhor administrá-las. Além disso, desenvolver disciplina fará de você, consequentemente, um profissional mais eficiente e produtivo. Por isso, neste artigo, mostraremos o passo a passo para entender melhor a respeito do cálculo do custo real da rodagem de um caminhão.

Passo 1: Calcule os gastos fixos

Custos fixos nada mais são do que aqueles gastos que se mantêm ao longo de um determinado período de tempo, sem apresentar grandes mudanças. Isso vale tanto se o veículo se encontra parado ou em serviço. Nesse cálculo, podemos incluir, por exemplo:

– Impostos;

– Seguros do veículo;

– Revisões programadas para o mês;

– Plano do celular.

Além disso, é muito importante lembrar que, nesse caso, estamos levando em consideração apenas os custos operacionais. Ou seja, não adicione nesta parte despesas pessoais, pois estas nada estão relacionadas com a atividade-fim do transporte de cargas.

É possível, entretanto, que haja algumas alterações em determinados itens a serem calculados ou não, pois isso depende também de outro fator: a função exercida pelo profissional. Ou seja, isso varia se você for autônomo, agregado ou frotista, por exemplo.

Por isso, é de suma importância que você guarde todos os cupons fiscais decorrentes de custos operacionais, principalmente os de combustível. Assim, você poderá se organizar melhor e facilitar ainda mais este processo.

Passo 2: Identifique custos variáveis

Diferentemente dos custos fixos, os custos variáveis tratam de gastos mutáveis e que oscilam durante o uso do veículo. Evoluem, portanto, proporcionalmente à medida que os quilômetros são rodados e de acordo com a quantidade de serviços prestados.

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Neste caso, estão inclusos custos recorrentes e com valores que costumam flutuar dependendo da demanda de trabalho exigida. São exemplos os abastecimentos, procedimentos de manutenção e gastos emergenciais que podem surgir de maneira inusitada ao longo da jornada de trabalho.

Passo 3: Calcule o Km rodado

Sabendo seus custos mensais, é preciso somar a quantidade de quilômetros rodados em um mês. Para tal, você deve dividir a soma de todos esses valores pela quilometragem no período observado, e o resultado será o seu custo operacional por Km rodado. A partir daí, este valor pode ser utilizado para dois casos: reembolso ou análise de operação.

A primeira situação se refere a casos em que se trabalha com um contrato fixo, no qual é necessário prestar contas ao fim do mês com o fim de reembolso, apresentando os gastos de próprio bolso para fins operacionais.

Já para a segunda situação, identificam-se os desperdícios do quais o profissional é responsável e aqui se enquadram excesso de consumo no combustível, gastos altos em manutenção e afins.

Na prática, basta imaginar o seguinte exemplo: para um caminhoneiro autônomo, os gastos fixos do mês de janeiro foram de R$ 10.000, enquanto os variados foram de R$ 5.000. Isso resulta em um total de R$ 15.000.

A distância percorrida neste período em questão, por outro lado, foi de 10.000 Km. Desta forma, para calcular o custo de Km rodado, é necessário dividir o valor somado dos custos (R$ 15.000) pelos quilômetros rodados no mês (10.000 Km), o que nesse caso resultará em R$ 1,50 por quilômetro rodado. Abaixo, um resumo:

*Custos no Mês de Janeiro: R$ 10.000 de Custos Fixos e R$ 15.000 de Custos Variáveis;

*Total de Km Rodados no Mês de Janeiro: 10.000 Km;

*Custo por Km no Período do Mês de Janeiro: R$ 15.000 dividido por 10.000 é igual a R$ 1,50 por Km rodado.

Outros métodos para economizar na estrada

Você já aprendeu que um fim em desperdícios e tornar suas operações mais ágeis e úteis ajudam bastante a trazer rentabilidade ao longo do mês. Porém, adotar outras posturas conscientes também lhe trazem mais chances de evitar ou identificar prejuízos previamente.

Entre elas, estão:

– Roteiro de trajetos, através do qual o condutor seleciona previamente percursos em ordem de prioridade, otimizando, assim, seu tempo e diminuindo riscos com relação, por exemplo, à busca por melhores condições de pavimentação de estrada;

– Uma condução mais defensiva que, se utilizada com regularidade, diminui uma pilotagem mais agressiva e que poupa o motor do veículo de acelerações desnecessárias. Assim, você dá uma vida útil mais longa ao caminhão e, de quebra, consume menos combustível;

– Respeitar o calendário de revisões, pois isso garante que o veículo esteja sempre em ótimas condições para o uso, evitando, assim, imprevistos como quebras surpresas no meio do trajeto, ou até mesmo acidentes.

Com base nessas informações, fica clara a importância de adotar o cálculo de quilômetros rodados, seja você um profissional autônomo ou gestor de frota, tendo em vista que as consequências para a negligência desses cuidados podem afetar consideravelmente seu rendimento e estabilidade financeira.

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