Carros elétricos: quando se tornarão mais acessíveis no Brasil?

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O século XXI trouxe consigo muitas mudanças, tanto na área tecnológica como na consciência geral da população. Hoje, é possível sentir com muito mais clareza as mudanças ambientais e suas graves consequências para o futuro do planeta.

Por conta disso, muitos estudos são produzidos a cada segundo visando conciliar o progresso tecnológico e social com a manutenção dos nossos recursos que, embora usado descomedidamente, são e sempre serão finitos.

Nesse sentido, um dos avanços da tecnologia que procura diminuir a emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa e pelo aquecimento global, é o advento dos carros elétricos. Esses veículos não só estão no caminho de um tráfego limpo e ecológico, como também se mostram muito mais eficientes que os carros tradicionais, movidos à gasolina, álcool ou diesel.

Desse modo, um futuro promissor é o que se espera do mercado automobilístico quando falamos de energias renováveis. Todavia, estamos no Brasil e, embora sejamos uma potência mundial, ainda deixamos um pouco a desejar quando falamos de carros elétricos.

Sendo assim, se você gostaria de saber mais sobre esse mercado e quando os carros elétricos se tornarão mais acessíveis no Brasil, fique com a gente e confira o artigo a seguir. Acompanhe.

Como estamos por aqui?

Para não dizer que estamos completamente estagnados em relação às tecnologias dos carros elétricos, podemos afirmar que já temos pelo menos quatro modelos de gigantes do setor rodando pelas estradas brasileiras. Confira quais são esses modelos:

• Renault Zoe

• Chevrolet Bolt

• Nissan Leaf

• BMW i3

Em ordem de aparecimento, o Renault Zoe é o mais em conta desses quatro modelos de carros elétricos disponíveis no país. Custando cerca de R$ 149.990, é bem mais barato que o Chevrolet Bolt, que custa em torno de $ 178.400. No entanto, este último possui uma autonomia muito maior em comparação com o primeiro, podendo alcançar até 520 quilômetros.

Já Nissan Leaf, depois de tantos experimentos com taxistas, bombeiros, empresas selecionadas e outros setores escolhidos a dedo, esse veículo finalmente chegou ao mercado brasileiro e pode rodar tranquilamente pelas ruas nas mãos de qualquer um que esteja interessado em adquiri-lo. O preço desse modelo fica por volta de R$ 178.400 e sua autonomia em 389 quilômetros.

Por último, a BMW i3 é, dentre os mencionados, o mais caro modelo elétrico disponível para os brasileiros. Seu valor pode facilmente ultrapassar os R$ 200.000 e sua autonomia chega a 400 quilômetros.

Embora existam vários componentes do carro com certificado de ecologicamente correto, o modelo da BMW tem um pequeno “porém” acerca de sua condição de ambientalmente correto: o carro conta com um tipo de motor a combustão que visa justamente elevar a sua autonomia.

Um ponto interessante de mencionar sobre o BMW i3 é que ele é considerado como o único veículo elétrico do Brasil. Isso se deve ao fato de que os veículos citados anteriormente não estão disponíveis para o público comum, com exceção do Nissan que começa agora a ser comercializado no país.

O que esperar do setor de carros elétricos?

Como foi visto, há poucas opções de carros elétricos disponíveis para o consumidor brasileiro. Além disso, sabemos que a manutenção de um carro comum já sofre diversas agruras em nosso país, imagina como seria a manutenção de um carro elétrico. Será que teríamos um mercado que atendesse essa demanda? Ou será que precisaríamos abrir esse mercado para que ele mesmo busque atender essa demanda?

Essas perguntas parecem que finalmente estão próximas de se solucionar, e os carros elétricos podem finalmente vislumbrar algum futuro no Brasil. Isso fica ainda mais evidente quando algumas montadoras já procuram o nosso país para investir em modelos elétricos de larga escala. A Ford, por exemplo, pretende gastar cerca de US$ 11 bilhões até 2022, lançando por volta de 40 modelos híbridos ou totalmente elétricos em sua linha mundial.

Além do mais, algumas metrópoles brasileiras já estão começando a investir em eletropostos, o que pode facilitar a vida dos amantes de carros elétricos. A via Dutra, a título de exemplo, que liga as duas maiores cidades do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, já está completamente abastecida com eletropostos, possibilitando que um passeio pela megalópole seja feito sem usar uma gota de combustível.

Quando teremos carros elétricos mais acessíveis?

Por mais que ainda pareça distante, o sonho do carro elétrico pode estar mais perto de que se imagina. Isso é o que afirma uma pesquisa realizada pela consultoria Bloomberg New Energy Finance, onde é apontado que daqui a apenas 7 anos teremos mais carros movidos a energia elétrica do que a combustão.

Esse mesmo estudo afirma que os preços desses dois carros vão se equiparar no ano de 2024, e que daí em diante o preço do elétrico só tende a cair.

Vários são os motivos que contribuem para isso. O investimento em manutenção e eletropostos, já supracitados, são grandes fatores, mas o que mais efetivamente colabora para o avanço dos carros elétricos no Brasil é a queda no preço das baterias de íons e lítio, que representam cerca de dois quintos dos custos totais do veículo.

Esses fatores unidos podem significar um considerável aumento da circulação de carros elétricos no Brasil. Projeções da Agência Internacional de Energia já calculam que em 2030 o número de veículos automotivos que podem ser abastecidos apenas conectados a uma tomada pode chegar à casa dos 125 milhões.

No entanto, para esse número aumentar e o carro elétrico deslanchar de vez em solo brasileiro é preciso de, pelo menos, mais uma ação essencial: diminuir ou derrubar os impostos sobre esse tipo de veículo.

Somente o Brasil, há pouco tempo, tinha a maior alíquota de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) do setor automotivo: 25%. Hoje, essa quantia gira entre 7% e 20%, mas mesmo assim ainda não diminui significativamente o valor final do veículo. Desse modo, uma redução tributária e uma política de incentivos fiscais precisam ser paliçadas estrategicamente.

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